Oficinas de Maracatu no 6º Ipadê em Piri: veja datas
O 6º Ipadê - Encontro Cerratense de Culturas Populares traz oficinas gratuitas de Maracatu em Pirenópolis, de 24 a 29 de agosto de 2026. Douglas Viana, da Nação do Maracatu Porto Rico, conduz as atividades na Coepi.
O 6º Ipadê - Encontro Cerratense de Culturas Populares traz oficinas gratuitas de Maracatu em Pirenópolis, de 24 a 29 de agosto de 2026. Douglas Viana, da Nação do Maracatu Porto Rico, conduz as atividades na Coepi.
Oficinas de Maracatu no 6º Ipadê em Piri: programação gratuita em Pirenópolis
Pirenópolis recebe oficinas de Maracatu durante o 6º Ipadê - Encontro Cerratense de Culturas Populares, que será realizado de 24 a 29 de agosto de 2026, na Coepi - Comunidade Educacional de Pirenópolis. As atividades são gratuitas e serão conduzidas por Douglas Viana, da Nação do Maracatu Porto Rico.
As oficinas de Maracatu no 6º Ipadê em Piri incluem duas propostas de formação dedicadas ao Maracatu de Baque Virado. A primeira, Manutenção de Tambores, acontece em 24 de agosto, às 14h. A segunda, Fundamentos e Ritmo do Maracatu de Baque Virado, será realizada nos dias 26, 27 e 28 de agosto, sempre às 17h.
Como participar das oficinas gratuitas
As inscrições para as oficinas de Maracatu são gratuitas e, conforme a organização, estão disponíveis pelo link indicado na bio do perfil @ipademaracatu, no Instagram. É necessário realizar a inscrição previamente.
O 6º Ipadê propõe um período de encontro entre diferentes expressões das culturas populares. Dentro dessa programação, as atividades de Maracatu colocam a percussão e os saberes relacionados ao Baque Virado como eixo de aprendizado.
A primeira atividade será voltada à manutenção de tambores, instrumento diretamente relacionado às práticas percussivas do Maracatu. O encontro acontece na segunda-feira, 24 de agosto, às 14h, na Coepi.
Já a segunda oficina terá três encontros consecutivos. Nos dias 26, 27 e 28 de agosto, sempre às 17h, Douglas Viana conduz a atividade Fundamentos e Ritmo do Maracatu de Baque Virado.
A conexão com a tradição pernambucana
Douglas Viana é apresentado na programação como integrante da Nação do Maracatu Porto Rico, uma das referências tradicionais do Maracatu de Baque Virado em Pernambuco. A relação de Viana com a transmissão dos conhecimentos do Maracatu também aparece em registros publicados pela própria Nação Porto Rico. Em publicação de 2011, a entidade registrou a atuação de Douglas Viana na criação de um grupo de Maracatu em Goiás a partir de aulas realizadas em Formosa, em 2010.
O registro ajuda a contextualizar a presença do Maracatu em Goiás e a circulação desses conhecimentos para além de Pernambuco, aproximando práticas percussivas de diferentes territórios. A realização de uma oficina em Pirenópolis, portanto, insere a cidade em uma rede de intercâmbio cultural que envolve transmissão de saberes, formação musical e contato com uma manifestação tradicional de origem pernambucana.
O Maracatu Nação, também conhecido como Maracatu de Baque Virado, é uma manifestação cultural associada principalmente à Região Metropolitana do Recife, em Pernambuco. Segundo o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), a manifestação reúne musicalidade, dança e fé, além de elementos de matriz africana. O cortejo tradicional é acompanhado por um conjunto musical percussivo e por personagens ligados à corte real.
O Maracatu Nação foi reconhecido como Patrimônio Cultural do Brasil em dezembro de 2014, quando foi inscrito no Livro de Registro das Formas de Expressão. Em 2025, o Governo Federal encaminhou à Unesco a candidatura do Maracatu Nação à Lista Representativa do Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade.
Esse reconhecimento também ajuda a compreender a importância de ações de transmissão e salvaguarda, como oficinas, encontros e atividades formativas realizadas com grupos e comunidades detentoras desses conhecimentos.
A presença da Nação do Maracatu Porto Rico no 6º Ipadê cria uma conexão entre a tradição do Maracatu Nação em Pernambuco e o circuito de culturas populares existente em Goiás. A própria Nação Porto Rico informa que sua fundação oficial é registrada em 7 de setembro de 1916, no sítio de Palmeirinha, em Palmares, Pernambuco, sob liderança de João Francisco de Itá. A história da entidade também registra diferentes períodos de reorganização e continuidade até sua configuração contemporânea.
A trajetória da Nação Porto Rico está ligada ao bairro do Pina, no Recife, onde a entidade mantém sua atuação. Entre seus elementos estão diferentes instrumentos de percussão, como alfaias, caixa, tarol, mineiro, agbê, gonguê e outros.
A oficina de manutenção de tambores prevista para Pirenópolis estabelece, nesse sentido, uma relação direta entre o fazer musical e o cuidado com os instrumentos utilizados na manifestação. Mais do que apresentar ritmos, uma atividade de formação pode colocar os participantes em contato com aspectos práticos da produção musical, permitindo compreender que a execução de uma manifestação tradicional envolve também conhecimento sobre seus instrumentos e formas de preservação.
O reconhecimento do Maracatu Nação como patrimônio cultural também está relacionado à necessidade de garantir a continuidade dos saberes associados à manifestação. O Iphan destaca que as ações de salvaguarda são importantes para a preservação e continuidade dos patrimônios culturais imateriais. Em 2021, o instituto realizou oficinas específicas de salvaguarda do Maracatu Nação com participação de detentores do bem cultural e instituições parceiras.
Nesse contexto, atividades de formação podem cumprir uma função importante na circulação de conhecimentos entre diferentes gerações, grupos e territórios. Em Pirenópolis, essa perspectiva se conecta à proposta do Ipadê de promover um encontro dedicado às culturas populares. A programação reúne atividades que possibilitam ao público conhecer práticas culturais por meio da experiência direta.
No caso das oficinas de Maracatu, essa experiência passa pela percussão, pelos tambores e pelos fundamentos do Baque Virado.
Realização e produção do evento
A realização do encontro das oficinas de Maracatu é do Ministério da Cultura. A produção é de Isabella Rovo, Coepi e Ipadê Maracatu, com parceria do Pé de Cerrado. A direção geral é de Ju. Melo Bernardes. A programação técnica das oficinas de Maracatu também inclui Vulvalada, no design gráfico; Fafuri Ribeiro, nas redes sociais; e Namorada da Terra, na gestão administrativa.
Com as atividades previstas, o Ipadê amplia a programação cultural de Pirenópolis durante o mês de agosto e coloca em circulação conhecimentos relacionados a uma manifestação reconhecida como patrimônio cultural brasileiro. Para quem deseja participar das oficinas de Maracatu, o período de inscrições e as orientações para as atividades devem ser acompanhados pelos canais oficiais de divulgação do Ipadê Maracatu.
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Perguntas Frequentes
Quais são as datas das oficinas de Maracatu no 6º Ipadê?
A oficina Manutenção de Tambores ocorre em 24 de agosto, às 14h. A oficina Fundamentos e Ritmo do Maracatu de Baque Virado acontece nos dias 26, 27 e 28 de agosto, sempre às 17h.
Onde serão realizadas as oficinas?
As duas atividades serão realizadas na Coepi - Comunidade Educacional de Pirenópolis, durante o período do 6º Ipadê.
As oficinas são gratuitas?
Sim, as duas oficinas têm participação gratuita. As inscrições são feitas pelo link disponível na bio do perfil @ipademaracatu no Instagram.
Quem ministra as oficinas?
Douglas Viana, integrante da Nação do Maracatu Porto Rico, conduz as duas atividades de formação.
Nina Vega
Análises independentes sobre maquininhas, pagamentos e empreendedorismo no Brasil. Conteúdo editorial sem viés comercial.
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