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Dia do Cerrado 2026: o bioma que pulsa em Pirenópolis

ResumoO Dia do Cerrado, celebrado em 11 de setembro, destaca o bioma que cobre 23,9% do território brasileiro e define a paisagem de Pirenópolis, em Goiás. A data reforça a importância da conservação da água, da biodiversidade e dos ecossistemas do Cerrado, um dos mais ameaçados do país.

Neste 11 de setembro, o Dia do Cerrado chama atenção para um bioma que ocupa 23,9% do território brasileiro e que molda a paisagem de Pirenópolis. A data convida a olhar para a água, a biodiversidade e o que ainda dá para conservar.

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Débora Quintas
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Dia do Cerrado 2026: o bioma que pulsa em Pirenópolis
Foto: Imagem ilustrativa · Floguxo

Neste 11 de setembro, o Dia do Cerrado chama atenção para um bioma que ocupa 23,9% do território brasileiro e que molda a paisagem de Pirenópolis. A data convida a olhar para a água, a biodiversidade e o que ainda dá para conservar.

Hoje, 11 de setembro, é o Dia do Cerrado. A data, instituída oficialmente em 2003, chama atenção para um bioma que ocupa cerca de 23,9% do território brasileiro e que, em Pirenópolis, aparece nas serras, nos campos, nas matas e nas áreas de nascentes.

A celebração tem relação direta com a paisagem do município, inserido no Cerrado goiano. O Cerrado reúne campos, savanas, matas de galeria, matas secas, veredas e formações de serra. Não é só vegetação baixa e seca, como a imagem apressada sugere.

Segundo o ICMBio, o bioma abriga cerca de 6 mil espécies de plantas nativas, aproximadamente 200 espécies de mamíferos, 800 de aves, 180 répteis, 150 anfíbios e 1.200 espécies de peixes. Entre as plantas conhecidas estão pequi, buriti, jatobá, araticum, cagaita, barbatimão e diferentes ipês. Na fauna, aparecem lobo-guará, tamanduá-bandeira, tatu-canastra, ema e seriema.

Em Pirenópolis, parte dessa diversidade está protegida no Parque Estadual dos Pireneus, unidade de conservação criada em 1987 que também se estende por Cocalzinho de Goiás e Corumbá de Goiás. O parque abriga cerrado rupestre, campos, mata seca e mata de galeria. O Pico dos Pireneus, com 1.380 metros de altitude, é um dos elementos mais conhecidos da unidade.

A relação com a água é o ponto que talvez mais diga respeito a quem vive ou visita a região. O Cerrado abriga nascentes ligadas a importantes bacias brasileiras. No Parque Estadual dos Pireneus, diversos cursos d'água têm origem ali e contribuem para a formação dos rios das Almas e Corumbá. Vegetação nativa protege o solo e ajuda na infiltração da água. Quando essa cobertura é retirada, aumentam os riscos de erosão e de impacto sobre nascentes e cursos d'água.

Os números do MapBiomas ajudam a dimensionar o desafio. Entre 1985 e 2024, o Cerrado perdeu aproximadamente 40,5 milhões de hectares de vegetação nativa, redução de 28% em relação ao início da série histórica. Em 2024, 51,2% da área do bioma permanecia coberta por vegetação nativa, enquanto 47,9% correspondia a áreas de uso antrópico.

O desmatamento segue como um dos principais problemas. Em 2024, o Cerrado registrou 652.197 hectares de área desmatada identificada pelo MapBiomas Alerta, o equivalente a 52,5% de toda a área desmatada no Brasil naquele ano. Em 2025, foram 540.611 hectares, mantendo o bioma responsável por mais da metade da área desmatada no país. Os levantamentos apontam a agropecuária como principal vetor da perda de vegetação nativa, sem confundir atividade produtiva com desmatamento: o problema está na conversão da vegetação, no desmatamento ilegal, na ocupação de áreas protegidas e na expansão sem planejamento.

Segundo o ICMBio, 8,21% da área total do Cerrado está legalmente protegida por unidades de conservação. Ou seja, a conservação não depende só de parques e reservas. Envolve propriedades rurais, áreas urbanas, corredores de vegetação e nascentes.

Para Pirenópolis, onde cachoeiras, trilhas e serras sustentam boa parte do turismo, proteger o Cerrado é também preservar as condições naturais que mantêm esses atrativos de pé. A data celebra, mas convida a olhar com calma para o que ainda dá para conservar. Parque Estadual dos Pireneus turismo em Pirenópolis

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Débora Quintas

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