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Grito dos Excluídos tem atos por moradia e contra violência

ResumoO Grito dos Excluídos, em sua 32ª edição, realizou marchas em mais de 50 cidades brasileiras com pautas por moradia, contra a violência e pelo fim da escala 6x1. Os atos reuniram movimentos sociais em protestos públicos. A mobilização ocorreu em contexto de demandas por políticas habitacionais e redução da jornada de trabalho.

Movimentos sociais realizaram a 32ª edição do Grito dos Excluídos com marchas em mais de 50 cidades. Pautas por moradia, contra a violência e o fim da escala 6x1 marcaram os atos.

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Camilo Andrade
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Grito dos Excluídos tem atos por moradia e contra violência
Foto: Imagem ilustrativa · Floguxo

Movimentos sociais realizaram a 32ª edição do Grito dos Excluídos com marchas em mais de 50 cidades. Pautas por moradia, contra a violência e o fim da escala 6x1 marcaram os atos.

Movimentos sociais realizaram nesta segunda-feira (7) a 32ª edição do Grito dos Excluídos, com marchas e atos em mais de 50 cidades de todas as regiões do país, segundo os organizadores. O lema deste ano foi "Na defesa da Terra, da Paz e da Moradia, erguemos a voz: Mulheres Vivas e Soberania!".

Entre as reivindicações estavam moradia digna, reforma agrária, educação pública de qualidade, defesa do SUS, enfrentamento do feminicídio e de todas as formas de violência contra as mulheres, combate ao racismo e à LGBTfobia, além do fim da escala de trabalho 6x1.

Em São Paulo, os manifestantes percorreram o centro e encerraram com uma missa na Catedral da Sé, dedicada à população em situação de rua. Antes da caminhada, houve café da manhã comunitário. A ativista Miriam Hermogenes, da Central dos Movimentos Populares, defendeu que a liberdade será plena quando não houver mais pessoas em situação de rua no país. "A gente faz uso desse dia para dizer: Olha, não temos liberdade ainda, temos que avançar muito para ser um país, uma sociedade em liberdade", afirmou à Agência Brasil.

O coordenador do cursinho Educafro, Frei David Santos, pediu a defesa da democracia para que não haja interferência econômica nas eleições. Deuza Cordeiro de Lima foi à manifestação protestar contra a violência policial. O filho dela, Thiago, foi assassinado em janeiro de 2023, na região central da capital. "Vim como em outros anos denunciar a violência. Meu filho foi morto pela polícia, e seus assassinos estão livres. Ele era inocente, mais um de tantos, e não vou ficar quieta", disse.

No Rio de Janeiro, o ato cruzou a Avenida Presidente Vargas, uma das principais do centro, após o Desfile de Sete de Setembro. Um grupo de ativistas levou teatro para a manifestação, com esquetes em defesa da soberania nacional e da democracia, conduzidos pela Escola de Teatro Popular. O pesquisador teatral Julian Boal, filho de Augusto Boal, fundador do Teatro do Oprimido, explicou que a encenação retratou que a participação democrática não se encerra com as eleições.

A defesa da moradia foi um dos gritos mais exaltados. Ricardo Pitta, do Movimento Quilombos Urbanos Luta por Moradia Digna, lamentou que as demandas fiquem "subordinadas ao calendário eleitoral". O percurso também teve críticas ao tarifaço imposto pelos Estados Unidos e à escala 6x1, que aguarda votação no Senado. Um grupo de cerca de 15 pessoas tentou hostilizar participantes, mas policiais militares intervieram sem registro de confusão.

Integrantes do Núcleo de Ecologia Integral de Brasília manifestaram preocupação com a crise ecológica. A economista aposentada Maria do Carmo de Jesus Botafogo alertou que, sem mudança na política ecológica, "logo não teremos mais onde habitar". O grupo apresentou uma carta de compromisso com a ecologia integral para candidatos do campo progressista.

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Camilo Andrade

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